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SwáSthya Yôga
Artigos 25/02/2008
Série Respiração e Qualidade de Vida – parte II

A Respiração Ritmada e a Expectativa de Vida

Nós seres humanos podemos ter uma respiração aleatória ou ritmada. Por ritmo entenda estabelecer uma proporção de tempo para cada fase da respiração. Quais são as fases da respiração? São elas: inspiração, retenção com ar, expiração, retenção sem ar.

O ritmo mais básico é o 1-1-1-0, cada número corresponde a uma das fases da respiração, respectivamente conforme descrito mais acima. Portanto, cada uma das 3 primeiras fases terá a mesma duração de tempo e a retenção sem ar será nula, indicado pelo número zero. Você elege uma quantidade de segundos que lhe seja confortável, por exemplo, 3 segundos, e mantém esse ritmo por um determinado tempo. Com o tempo o praticante mais avançado utiliza como base de tempo uma quantidade de segundos cada vez maiores. Segundo alguns textos antigos sobre Yôga, um yôgin expande sua inspiração e expiração ao maior tempo possível, indefinidamente. É claro que se trata de uma metáfora, mas nos mostra a direção.

Conforme algumas pesquisas científicas estudadas pelo professor Jóris Marengo, temos que os mamíferos em geral, o homem está neste grupo, possuem “x” ciclos respiratórios em sua vida. Sendo assim, podemos concluir que um dos inúmeros fatores que determinam a expectativa de vida de uma espécie é o tempo que se leva para consumir os “x” ciclos respiratórios.

Vejamos alguns exemplos, o cão respira como? Bem rápido, de modo acelerado, portanto, consome seus ciclos bem rapidamente. Quanto tempo ele vive? 15 anos seria um tempo padrão. Por outro lado, estudemos uma tartaruga marinha, esta respira, submerge e fica por alguns minutos debaixo da água antes de subir para iniciar uma nova respiração, portanto, consome bem lentamente seus ciclos disponíveis em uma vida. Quanto tempo ela vive? Algumas chegam a longos 200 anos ! Incrível, não?

Podemos extrapolar esta linha de raciocínio a nós seres humanos, e o treinamento nas aulas de yôga antigo (SwáSthya) promovem pouco a pouco uma reeducação respiratória que resulta numa propensão a aumentar a expectativa de vida. Conforme o professor Jóris Marengo nos indica, um sedentário tem entre 18 e 22 ciclos por minuto, nosso objetivo é reduzir a quantidade de ciclos. Treinando em sala de aula, o praticante acaba por levar este condicionamento a sua vida cotidiana de modo automático. No entanto, não podemos ser simplistas, afinal existem muitas outras variáveis a serem consideradas na expectativa de vida, como hábitos e alimentação. Mas isso é tema de outro artigo. Por momento, já sabemos que treinando a redução da velocidade de consumo dos nossos ciclos respiratórios, teremos caminhado bastante em direção a uma vida mais saudável. 

Gustavo  Oliveira
Diretor Geral da Uni-Yôga Vila Mariana
(11) 3589-7227
vilamariana.sp@uni-yoga.org.br
Instrutor de SwáSthya Yôga formado pela Universidade de Yôga
com curso de extensão pela Faculdade Belas Artes-SP e 
Universidade Estácio de Sá-SC

 
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