SwáSthya, o yôga antigo, constitui-se num verdadeiro patrimônio cultural da humanidade. Dentre suas milhares de técnicas temos: os respiratórios, as técnicas corporais, as técnicas de concentração, as vocalizações de sons e ultrasons, linguagem gestual e descontração. É uma verdadeira expressão artística corporal, emocional e mental. Como gosta de dizer a Presidente da Federação de Yôga do Estado de São Paulo, Nina de Holanda, “é uma poesia feita com o corpo”.
Essa metodologia foi criada por Shiva há 5 mil anos. Conta a mitologia hindu que este homem, sim homem pois em sânscrito as palavras terminadas com “a” são masculinas, era um exímio bailarino ancestral. Era conhecido como natarája, que significa rei dos bailarinos.
Conta a história que Shiva desenvolveu um treinamento para sua dança e passou a ensiná-lo. Com o tempo as pessoas passaram a se interessar muito pelo treinamento que ele desenvolvera, e desta arte surgiu o yôga antigo. As técnicas corporais, os ásanas, sob a influência de sua dança, eram executadas de modo encadeado, uma brotando da outra, sem repetição, como uma coreografia artística.
Com o passar dos séculos e milênios essa forma primitiva de execução foi perdida. O SwáSthya resgata este conceito arcaico através de sua forma de movimentação de uma técnica a outra. Um exemplo de coreografia bem conhecido é a saudação ao sol, em sânscrito súrya namaskára, bastante utilizada no hatha yôga, um resquício daquele tempo no qual os ásanas eram executados em formato encadeado.
Esta arte trabalha intensamente a expressão corporal, a expressão fisionômica, a respiração coordenada e ritmada. Além disso, explora bastante os gestos reflexológicos, técnica cujo nome em sânscrito é mudrá. No SwáSthya possuímos codificados cerca de 108 mudrás, cada qual possui um significado e gera um estado emocional consciente ou insconsciente.
Toda coreografia possui um ritmo, uma fluidez, e o praticante busca movimentar-se como um felino, fazendo brotar sua força interior de modo viceral, mas ao mesmo tempo com sutileza e agilidade.
Este conjunto de técnicas encadeadas trabalha fortemente a concentração, a consciência corporal e as emoções. É bastante comum vermos artistas de diversos tipos praticando: músicos, dançarinos, escritores, estilistas, compositores, atores, desenhistas, dentre outros.
Com o tempo estes artistas aprimoram sua criatividade, sua intuição, sua consciência orgânica, a administração das emoções, assim como seu nível de concentração. O resultado é uma explosão de seu potencial humano, buscando uma excelência superlativa.
Com o acréscimo de energia, vitalidade e dinamismo proporcionados pelas técnicas anteriormente descritas, a produtividade profissional e os estudos de um artista são enormemente exacerbados, e disto decorre uma grande satisfação pessoal e sensação de plenitude.
Aliás, vale ressaltar que SwáSthya significa em sânscrito autosuficiência, saúde, bem-estar, conforto e satisfação.
Gustavo Oliveira
Diretor Geral da Uni-Yôga Vila Mariana
(11) 3589-7227
vilamariana.sp@uni-yoga.org.br
Instrutor de SwáSthya Yôga formado pela Universidade de Yôga
com curso de extensão pela Faculdade Belas Artes-SP e
Universidade Estácio de Sá-SC
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