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SwáSthya Yôga
Artigos 17/11/2008
Alegria Sincera – uma das principais características do SwáSthya

Nossa cultura ocidental em geral entende que somente através de provas e sofrimento crescemos e nos desenvolvemos como seres humanos. Mas, será que não existe uma alternativa de desenvolvimento pessoal através do prazer?

O SwáSthya, o Yôga antigo, possui oito principais características, dentre elas temos a alegria sincera. Esta característica da filosofia ensina como cultivar o bom relacionamento humano, e entender que não precisamos sofrer necessariamente para nos desenvolver, existe sempre a alternativa de crescimento através do prazer e da felicidade, o que quebra fortemente o paradigma vigente em nossa sociedade. Esta filosofia, por ser de origem muito arcaica e, portanto, matriarcal, desrepressora e sensorial busca estimular a alegria no praticante em todas as situações. Afinal, o que todos nós desejamos em nossas vidas? Felicidade. Mas, como treinar isso em nós mesmos? Como reprogramar nossa mente e nossas emoções para permear nossa vida com contentamento?

Todas as práticas do SwáSthya são trabalhadas com o conceito da satisfação, do bem-estar e da alegria. Dentre as muitas técnicas, temos nosso código de ética de dez normas, que é inspirado no Yôga Sútra de Pátañjali. A sétima norma ética chama-se santôsha, que quer dizer contentamento. Alegria Sincera pode ser entendida como contentamento. Mas, na prática como isso impacta a vida do praticante?

A seguir irei descrever e comentar algumas passagens do código de ética que se encontra no livro “Boas Maneiras” e “Tratado de Yôga”, DeRose. Essas passagens desenvolvem a norma ética do contentamento.

“O yôgin deve cultivar a arte de extrair contentamento de todas as situações.” Imagine você dirigindo diariamente no trânsito de São Paulo. Provavelmente irá despender um bom tempo por dia. Você terá duas opções: ficar reclamando todo dia, gerando insatisfação em si mesmo e nos que o cercam, ou utilizar o tempo de maneira agradável e útil. Não tenho dúvidas que todos concordam que a opção dois é muito mais interessante e prazerosa. Sugestão, você pode ter um iPod, ou algo parecido e a cada dia conhecer um álbum musical novo, uma nova banda, um novo estilo musical. Assim você ganhará cultura, irá se divertir e ainda poderá selecionar as melhores músicas para ouvir com amigos e família. Imagine se você conseguir transformar todas as situações que hoje julga desagradável em algo prazeroso? Para isto você precisará observar a norma ética do auto-estudo, swádhyáya.

“O contentamento e sua antítese, o descontentamento, são independentes das circunstâncias geradoras. Surgem, crescem e cingem o indivíduo apenas devido à existência do gérmen desses sentimentos no âmago da personalidade.” Esta frase é fantástica e exprime nossa mais pura essência. Não importa onde trabalhamos, onde vivemos ou com quem nos relacionamos, o que importa realmente é nossa predisposição perante as situações da vida. Podemos sorrir para ela ou chorar, e nossa vida será um espelho que refletirá exatamente o que projetamos. Sorrindo, cultivando o contentamento em todas as situações, nossa vida se enriquece, torna-se realizadora e cheia de amigos. A vida afetiva transborda satisfação, e naturalmente a estabilidade econômica se apresenta. Temos uma prática denominada – desenvolva sua mente, desenvolvida pelo educador DeRose – que ensina como reprogramar sua mente para desenvolver a alegria sincera.

“Preceito moderador: A observância de santôsha não deve induzir à acomodação daqueles que usam o pretexto do contentamento para não se aperfeiçoar.” Toda norma ética do SwáSthya tem seu preceito moderador, neste caso é importante não confundir contentamento com comodismo. A natureza é o maior exemplo de auto-superação, outra norma ética da nossa filosofia chamada tapas, e nós devemos seguir pelo mesmo caminho superando-nos sempre, mas com muita alegria.

Gustavo  Oliveira
Diretor Geral da Uni-Yôga Vila Mariana
(11) 3589-7227
vilamariana.sp@uni-yoga.org.br 
Instrutor de SwáSthya Yôga formado pela Universidade de Yôga
com curso de extensão pela Faculdade Belas Artes-SP e 
Universidade Estácio de Sá-SC

 
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